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Como é feito o controlo de qualidade na Oftalmed?

Quando falamos de lentes, é fácil focarmo-nos apenas na “parte visível”: a graduação, o tratamento antirreflexo, a resistência ao risco, ou até o filtro de luz azul para quem passa horas em frente a ecrãs.

Mas, na prática, o que faz a diferença entre “uns óculos novos” e “uns óculos que encaixam, estão confortáveis, e dão a visão certa” é aquilo que quase ninguém vê: o controlo de qualidade ao longo do processo. E é precisamente aí que a Oftalmed tem vindo a colocar o peso do trabalho – desde a fabricação até à armação final.

No final, o cliente só quer uma coisa: colocar os óculos e sentir que está tudo bem. Sem desconforto, sem distorções, sem “algo estranho” quando olha para o ecrã, conduz à noite, lê ou muda o foco.

E aqui vai uma verdade simples: para isso acontecer de forma consistente, não basta ter boas máquinas. É preciso conferir, validar e voltar a conferir — porque uma lente pode estar “quase” perfeita… e o “quase” é exatamente o que dá origem a reclamações, remakes e frustração (para a óptica e para o cliente).

Na nossa fábrica em Luanda, trabalhamos com um processo produtivo tecnológico e com foco em detalhe – desde a lente ainda em fase de fabrico até ao óculo completo. E para garantir que o resultado final corresponde mesmo ao que foi prescrito e ao que foi prometido, existem três controlos de qualidade obrigatórios ao longo do percurso.

Primeiro controlo: após a fabricação da graduação (a “base” de tudo).
Depois de a lente ganhar a sua geometria e graduação, é aqui que fazemos a validação inicial: confirmamos a qualidade cosmética (sem defeitos que comprometam estética ou conforto) e, sobretudo, confirmamos a graduação.

Na prática, a verificação da graduação passa por medir aquilo que vem na receita: esfera, cilindro, eixo, adição (e, quando aplicável, prisma). É exatamente para isso que existe o frontofocómetro: um equipamento usado para verificar a prescrição em lentes de óculos, lendo os parâmetros óticos que fazem diferença na visão final.

Este primeiro controlo é crucial porque deteta cedo qualquer desvio, e quanto mais cedo se deteta, menos tempo é perdido.

Segundo controlo: após os tratamentos
Depois da lente graduada, entram os tratamentos que hoje já não são um extra “de luxo”, são, muitas vezes, o que garante conforto no dia a dia: antirrisco (endurecimento), antirreflexo, e também proteção/filtro de luz azul para quem usa computador e telemóvel com frequência.

Aqui o controlo tem dois objetivos muito claros:

1) Validar a qualidade do tratamento aplicado porque um antirreflexo mal executado, por exemplo, pode impactar estética, reflexos e satisfação do utilizador final.

2) Voltar a confirmar a graduação antes da lente seguir para a montagem para garantir que nada ficou fora do padrão no caminho.

Quando falamos de tratamentos, estamos a falar de camadas técnicas que precisam de consistência. E a indústria usa testes e critérios próprios para avaliar desempenho e durabilidade — por exemplo, o teste Bayer é amplamente referido para analisar resistência a risco/abrasão em lentes com coating, comparando a lente tratada com uma lente de controlo.

Outro ponto importante (e pouco conhecido fora do “mundo do laboratório”): muitos testes de coatings podem ser destrutivos — ou seja, há verificações que não se fazem “na lente do cliente”, mas sim em amostras e em controlos de processo, precisamente porque testar a fundo pode danificar a superfície.

Terceiro controlo: após a montagem na armação (o teste final, já com o óculo completo).
A lente pode estar perfeita mas o serviço só está completo quando está montado e pronto a usar. É por isso que o último controlo acontece depois da montagem na armação do cliente, com uma avaliação final e geral do óculo, confirmando que tudo ficou conforme — desde a montagem das lentes até ao resultado final do conjunto.

Esta etapa existe porque a montagem é um “momento de verdade”: é aqui que se confirma se o trabalho está coerente como um todo e se o cliente vai ter a experiência que espera quando coloca os óculos no rosto.

E se não passar num dos controlos?

Aqui não existem atalhos. Se em algum dos três controlos o trabalho não cumprir os critérios definidos, a lente não segue em frente – o serviço reinicia o processo para garantir que o cliente recebe o que foi solicitado.

No fundo, este sistema de três etapas faz uma coisa muito concreta: transforma “produção” em confiança. E, no dia a dia de uma óptica, confiança é o que reduz devoluções, poupa tempo, protege a reputação e aumenta a satisfação do cliente final.

Resumindo: qualidade não é um carimbo no fim. Na Oftalmed, qualidade é um caminho — com paragens obrigatórias — até ao óculo pronto a entregar. 

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